DEU A DOIDA NO PREFEITO VII: O PREFEITO DE PINHEIRO VAI CONSTRUIR PONTES DA ZONA RURAL COM CAULES DE PALMEIRAS RETIRADAS DO PARQUE DO BABAÇU.

24 de março de 2016 0 Por blogh
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O Parque do Babaçu

O Parque do Babaçu é sem sombra de duvidas uma das mais icônicas lembranças do povo Pinheirense, a contar de sua vegetação que remonta ao inicio de nossa municipalidade, onde o principal e mais eloquente símbolo é a palmeira do Babaçu que é símbolo inquestionável de nossa região. O babaçu além de toda a simbologia já foi e ainda é fonte de renda para muitos moradores da zona rural de Pinheiro, e hoje conta com o declínio prejudicial a nossa flora ocasionado pela sua derrubada para implantação de pastos para bovinos.

No coração da cidade bem no centro de uma das mais importantes avenidas da principal cidade da baixada maranhense o então prefeito Maneco Paiva em sua primeira gestão no final da década de 60 criou o bosque do Babaçu, inspirado e motivado pela realização em 1956 das festividades em comemoração ao primeiro centenário de Pinheiro, momento histórico e prestigiado por figuras importantes da politica estadual e nacional como o então governador Eurico Ribeiro, o deputado federal Dr. Antônio Costa Rodrigues e o excêntrico empresário das telecomunicações o senador paraibano Assis Chateaubriand dono dos Diários Associados, TV Tupi e da Revista O Cruzeiro que inclusive noticiou em todo território nacional a exposição que marcava as festividades do centenário.

Histórias a parte, voltando ao presente observamos como uma obra tão importante para a preservação da memória histórica de nossa cidade está sendo destruída completamente pelo atual prefeito, primeiro a descaracterização do parque com o plantio de palmeiras imperiais que não soma em nada com o espirito regional do ambiente, não satisfeito ele iniciou uma sequencia de ações prejudiciais ao bosque como o depósito de pneus velhos, a locação arbitraria do espaço para a venda de mudas de plantas, a destruição de uma quadra esportiva que servia aos jovens pinheirenses nas tardes para a prática de esporte e agora completamente destruída com matos tomando de conta.

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Local aonde funcionava uma quadra esportiva que foi destruída pelo prefeito, o motivo até agora ninguém sabe.

Hoje o mais grave está acontecendo, o prefeito iniciou dolosamente a derrubada das palmeiras para usar os troncos na construção de pontes na zona rural de Pinheiro, o que parece absurdamente é um fato que não ultrapassa o limite da verdade, este único evento se analisando criteriosamente encontraremos vários crimes que o prefeito está cometendo, primeiro o desmatamento de uma espécie nativa em uma área que deveria ser de preservação, depois situação favorável à destruição de patrimônio privado se considerar a altura que essas palmeiras chegam uma derrubada sem planejamento pode facilmente destruir casas nas circunferências de seu alcance, e em terceiro, e talvez o mais grave, é o objetivo dessas derrubadas, a construção de pontes com madeira além de ilegal é desaconselhável pelos órgãos que regulamentam a construção civil e além do mais é crime ambiental, isso quando falamos de madeira, pois o caule da palmeira é apenas uma estrutura fibrosa de muita resistência, mas de rápido processo degenerativo.

Essa semana populares flagraram caminhões da prefeitura fazendo a retirada das palmeiras, a redação do blog recebeu imagens do que seriam os mesmos caules amontoados próximos a uma ponte velha, aguardando apenas a mão de obra para iniciarem a construção das pontes com caule de palmeira de babaçu.

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Troncos de palmeiras retiradas do parque Babaçu, logo a frente a ponte que seria recuperada com esses troncos.

Esse episódio repercutiu contraditoriamente no mesmo período em que o prefeito alardeia pela cidade a inauguração de uma obra inacabada e desconexa completamente de sua finalidade, uma vez que a APA – Área de Preservação Ambiental foi construída na beira do Rio Pericumã impossibilitando o seu curso natural do período chuvoso onde foi usado centenas de caçambadas de terra incompatível com o solo do terreno agravando uma alteração altíssima no contraste da cor da água do rio afetando na flora e fauna ribeirinha.

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Imagem que evidência um crime ambiental

As comunidades da zona rural não deveriam aceitar pontes com esse material, recursos para a construção de pontes de concretos têm, e esse paliativo que o prefeito quer fazer é uma afronta a população e a inteligência das pessoas.