AS VIÚVAS DA MIGRAÇÃO SÃO RESULTADO DA POBREZA EXTREMA E DA FALTA DE PERSPECTIVA DE EMPREGOS EM PINHEIRO.

30 de março de 2016 0 Por blogh

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“Um dia tem só arroz, outro dia não tem nada pra comer. A vida aqui é dura demais”, lamenta Andreia Pires da Conceição.

Enquanto a imprensa local se divide entre contrários e favoráveis ao impeachment, ou entre defensores e opositores ao governo Flávio Dino, usando todos os espaços disponíveis para colonizar ou evangelizar os diversos públicos que acessam este tipo de conteúdo, o objetivo desta repercussão deste texto em forma de reportagem sobre um assunto muito grave, porém recorrente e do conhecimento de todos. Queremos com está reportagem tirar do anonimato e trazer para o centro do palco o estado de pobreza em que vivem milhares de pessoas em um município maranhense

Estamos falando sobre as viúvas da migração, mulheres que moram em Pinheiro, um dos municípios brasileiros de onde mais migram trabalhadores que serão vítimas de trabalho escravo, estas esposas cuidam sozinhas de seus filhos, que ficam meses ou anos sem ver o pai.

Pinheiro terra natal daquele que já ocupou o mais alto cargo do país, a presidência da República, no entanto não temos o que nos orgulhar de tal feito, pois aqui nem uma indústria foi instalada para gerar emprego e renda as famílias pinheirenses, poderíamos ser um polo educacional desta região, mas nem uma universidade foi implantada, não temos esgoto sanitário.

A cidade apodrece a mercê de uma administração municipal que nos coloca nos piores indicadores sociais em todos os setores, inclusive na infraestrutura onde vemos ruas e avenidas abandonadas, povoados isolados por falta de pontes, não temos creches, aterro sanitário, muito embora seja de conhecimento público que muitos projetos já foram destinados para Pinheiro com recursos em conta, mas que foi todos desviados, o que podemos afirmar é que Pinheiro terra de Sarney ao longo de décadas foi usado como banco de lavagem do dinheiro da corrupção.