Ando devagar, porque vou pela buraqueira passar

4 de julho de 2016 0 Por blogh

Em pinheiro assim como em boa parte das cidades da baixa maranhense, as vias públicas não aparentam ser uma prioridade do poder executivo. A prefeitura em sua atual administração comandada pelo prefeito Filadelfo Mendes, o Filuca, pouco trabalhou na manutenção e pavimentação das vias.

O problema da má conservação e em alguns casos inexistência de pavimentação em algumas ruas das cidade, causa transtornos aos moradores, que o digam aqueles que trabalham ou moram nas imediações do posto Pericumã II, onde um grande rio de esgoto a céu aberto se forma em dias chuvosos, ou a rodoviária que já é um caso antigo, que segundo a prefeitura será solucionado com a mal falada obra da nova rodoviária, alvo de severas críticas devido a sua infraestrutura física, com paredes rachadas e piso cedendo ao excesso de água presente no terreno que antes era um alagado.

rodoviaria rachada
Foto: Clodoaldo Corrêa

Problemas como  o desgaste do asfalto, buracos, pedras soltas, bueiros abertos e falta de sinalização são uma constante na cidade, o que exige dos pinheirenses e visitantes atenção extra ao trafegarem pelas vias públicas, são crateras que só aumentam e paliativos que fingem resolver o problema.

A população não esta de todo acomodada com a situação, denunciam constantemente as irregularidades administrativas bem como o descaso do poder público municipal. Por vezes cansados de esperar por uma solução, a comunidade chega a promover vaquinhas, para que com recursos próprios resolverem a questão. Em outros casos contam com bem feitores, como foi o caso dos moradores do bairro da matriz que tiveram algumas ruas recuperadas por um de seus moradores o Comunicador João Moraes, que depois de muito ouvir reclamações e também sofrer com a buraqueira sem fim, resolveu tomar uma atitude. O fato ocorreu um pouco antes do inicio da temporada chuvosa da região.

Em contrapartida a isso a prefeitura só agora a menos de três meses da eleição aparenta ter visto de fato o problema fazendo uma espécie de operação tapa buraco, tentando tapar os buracos das principais vias públicas com pedras e piçarra, mais um paliativo que transforma o trafego da cidade em uma turbulência sem fim, e esse é um quadro pintado da via urbana, então pode-se imaginar como andam as estradas da zona rural. Só para lembrar que é lei, é de responsabilidade dos municípios a correta sinalização e manutenção das ruas bem como drenagem da água.

Mas enquanto este não assume o seu papel, vive-se a realidade da buraqueira no período seco e as lagoas de lama que se formam no período chuvoso, motivo que leva a comunidade pinheirense a lamentar.