BASE DE ALCÂNTARA É DISCUTIDA NOS EUA PELOS PRESIDENTES BOLSONARO E DONALD TRUMP E SOBERANIA NACIONAL É QUESTIONADA

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou neste domingo 17 que a assinatura do acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos para o uso comercial da Base de Alcântara, no Maranhão, não afetará a soberania brasileira.

O pacto permitirá o uso da base para o lançamento de foguetes americanos e deve ser assinado pelos governos de Jair Bolsonaro e Donald Trump ainda durante a visita do presidente brasileiro a Washington, D.C.

“É importante ressaltar que a soberania de maneira nenhuma é afetada”, disse Pontes no hotel em que está hospedado na capital americana.

“Esse acordo é feito em termos técnicos e não tem qualquer tipo de influência ou provocação à nossa soberania. Pelo contrário, vamos ganhar muito com isso”, afirmou.

O astronauta disse ainda que o acordo vem sendo negociado há 20 anos. Durante o governo FHC, o Congresso barrou o texto.

O ponto que levou ao fracasso do entendimento anteriormente foi o medo de que o pacto violasse a soberania nacional, já que o texto previa o estabelecimento de uma área isolada, onde nenhum brasileiro poderia entrar.

“Imagina que você trouxe alguma tecnologia para dentro do seu quarto [de hotel] que, logicamente você controla. Você tem a chave do quarto, mas eu, como dono do hotel, posso entrar a hora que precisar. É algo mais ou menos nesse estilo”, explicou, sobre o uso da tecnologia americana pelo Brasil.

A Base de Alcântara é reconhecida internacionalmente como ponto estratégico para o lançamento de foguetes, por estar localizada em latitude privilegiada na zona equatorial, o que permite uso máximo da rotação da Terra para impulsionar os lançamentos.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o uso da base brasileira pode significar uma redução de 30% na utilização de combustível, em comparação a outros locais de lançamentos em latitudes mais elevadas.

AUMENTO DO FLUXO DE CAMINHÕES E CARRETAS AFETA A MALHA VIÁRIA DA CIDADE DE PINHEIRO

As fortes chuvas que vem caindo na Baixada Maranhense tem ocasionado alguns problemas. Nossa região é uma área de alagados e que o solo tem pontos de grande instabilidade. Essas torrenciais chuvas tem afetado a vida do baixadeiro, como o que ocorreu nos últimos dias quando uma grande quantidade de carretas e caminhões começaram a trafegar pela MA-006, que ligam as cidade de Pinheiro a Pedro do Rosário, esse aumento do trafego se deu por conta de um transbordamento de um açude causou o rompimento total da BR-316 no povoado Cocalinho, entre Zé Doca e Araguanã, a 175 km de São Luís. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o corte aconteceu no km 189 da rodovia, por volta das 13h45 deste sábado (16).

O inspetor da PRF, Antonio Noberto, informou que o rompimento da rodovia prejudica o trânsito na região, mas não isola cidades. Há formas de acessar por outros caminhos.

ÔNIBUS DA BANDA FORRÓ SACODE TOMBA NA BR-116 E DEIXA FERIDOS EM FORTALEZA

Um ônibus da banda Tony Guerra & Forró Sacode tombou no Km 13 da BR-116 no Bairro Messejana, em Fortaleza, por volta das 20h20 desta sexta-feira (15). O músico também estava no veículo, mas segundo o filho e também cantor, Igor Guerra, Tony não sofreu ferimentos e passa bem.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, oito pessoas – sendo sete homens e uma mulher – foram socorridas com escoriações, mas sem gravidade.

Tony guerra
Divulgação/PRE

Segundo o Tenente Falcão da Polícia Militar, o motorista informou que um veículo Celta avançou na frente do ônibus que levava a banda e ele teve que fazer uma manobra brusca. Durante a frenagem, o ônibus tombou.

Devido ao acidente, ocorreu uma interdição total do sentido Capital-Interior, o que causou um congestionamento de cerca de 2 km.

Vídeo incorporado

Após o acidente, Tony Guerra postou vídeo no Instagram para tranquilizar os fãs sobre o acidente. “Passando aqui só para avisar a todo mundo que graças a Deus está tudo bem. Agradecer a Deus por esse milagre. A gente virou aqui na BR, mas está tudo bem, graças a Deus. Os músicos, alguns se feriram, mas foram para o hospital se recuperar, mas aparentemente nada muito grave. E agradecer muito a Deus”, disse.

 

FMF ADIA ÚLTIMA RODADA DO MARANHENSE E JOGO ENTRE PAC E SAMPAIO FICA PARA PRÓXIMA TERÇA

A Federação Maranhense de Futebol (FMF) adiou a última rodada do Campeonato Estadual de domingo (17) para esta terça-feira (19). Os jogos, que precisam ser simultâneos, tiveram que ser alterados por conta da condição do gramado do estádio Costa Rodrigues, que recebe o confronto entre Pinheiro e Sampaio Corrêa.

Os outros jogos que tiveram datas alteradas são Moto e MAC, no Castelão, e Imperatriz e São José, no Frei Epifânio. Ambos os confronto agora acontecem nesta terça-feira, às 20h15.

Novas placas de grama devem ser aplicadas neste sábado — Foto: Divulgação

Novas placas de grama devem ser aplicadas neste sábado — Foto: Divulgação

Durante esta sexta-feira técnicos da Federação Maranhense de Futebol estiveram avaliando as obras de restauração do gramado do Costa Rodrigues. De acordo com o despacho da FMF as novas placas de gramas serão colocadas somente neste sábado e esses dias de adiamento servem para recuperação total do piso do estádio.

PAI E MADRASTA SÃO CONDENADOS PELA MORTE DO MENINO BERNARDO BOLDRINI

Jussara Uglione, a avó do menino Bernardo Boldrini, abraça o neto

O Conselho de Sentença do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou, nesta sexta-feira, 15, o médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo, e a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini pela morte do garoto de 11 anos em 2014. A amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz e o irmão, Evandro, também foram considerados culpados.

As portas do fórum foram abertas ao público às 18h45 e a sentença, foi proferida pela juíza Sucilene Engler a partir das 19h. Leandro Boldrini foi condenado a 33 anos e 8 meses de reclusão e a madrasta, Graciele, a 34 anos e 7 meses de prisão. A pena de Edelvânia Wirganovicz foi fixada em 23 anos em regime inicialmente fechado, e a de seu irmão, Evandro, em 9 anos e 6 meses, em regime semi-aberto, já que está preso há 4 anos e 11 meses.

Evandro Wirganovicz vai para o semi-aberto por já ter cumprido um sexto da pena, como prevê a Lei de Execução Penal.

O longo julgamento do crime conhecido como Caso Bernardo esteve à altura da crueldade de sua concepção e execução. Foram cinco dias de trabalho, em um total de mais de 50 horas dentro do único fórum de Três Passos, município de 23.000 habitantes localizado no noroeste do Rio Grande do Sul. Com apresentação de vídeos, áudios e depoimentos de quinze testemunhas de defesa e de acusação, os sete jurados deram seus entendimentos sobre os réus.

Responderam ao processo criminal o pai da vítima, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, e Evandro, irmão de Edelvânia. Os quatro foram julgados pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri por crimes variados: homicídio quadruplamente qualificado (Leandro e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia) e duplamente qualificado (Evandro), além de ocultação de cadáver. Leandro Boldrini também respondia pelo crime de falsidade ideológica. Até agora, eles estavam presos de forma preventiva, um exemplo clássico da demora da justiça brasileira: Bernardo foi assassinado na tarde do dia 4 de abril de 2014.

O julgamento foi transmitido em tempo real pelo Tribunal de Justiça. Expôs os meandros da linha de investigação e permitiu ao público mergulhar dentro da vida de horror à qual a vítima era submetida. A única interrupção de transmissão foi por determinação da juíza Sucilene Engler, no momento em que o Ministério Público mostrou imagens do corpo sendo retirado da cova vertical e também no Instituto Médico Legal. As cenas marcantes jamais serão esquecidas pelos presentes no fórum.

O menino vivia em um ambiente de “desamor”, conforme atestou sua ex-psicóloga Ariane Schmitt. O maior martírio se dava dentro do que deveria ser chamado de “lar”. O garoto não podia ver TV, nadar na piscina, comer à mesa com a madrasta e encostar na meia-irmã, Maria Valentina. Alguns depoimentos cravaram: ele passava fome. Morava em uma casa de quatro quartos e tinha um pai que ganhava 30.000 reais por mês, mas fazia refeição na casa de amigos e vizinhos. O garoto perambulava pela cidade em busca de um teto, de um alento, de um bife.

A comerciante Juçara Petry, o maior esteio do garoto em seus últimos anos de vida, contou inúmeros exemplos do tal desamor. Dois deles: o pai não ter ido à primeira-comunhão do filho e a madrasta se recusar a abrir o portão de casa quando caia uma chuva torrencial em domingo de noite.

Assistir ao júri permitiu entender, com minúcias, farpas, acusações e cinismo, a estratégia de defesa de cada réu. Graciele, a madrasta, credita o relacionamento conturbado com o enteado à uma depressão pós-parto – mas critica o comportamento do ser humano de quem tirou a vida: “ele era rebelde”. Chorando bastante, mas com lágrimas que não convenceram, ela afirmou que a vítima tomou sozinho o sedativo midazolan, que estava em sua bolsa, durante uma viagem de carro até a cidade de Frederico Westphalen. Quando Graciele viu, a boca dele estava espumando e já não tinha mais batimento cardíaco. O que ela fez? Decidiu enterrar em cova vertical com a ajuda de uma amiga, por “medo” de acharem que ela matou de propósito. Ninguém comprou a versão – até porque vídeos mostraram ela dizendo claramente ao garoto: “vamos ver quem vai ser enterrado primeiro” e “prefiro apodrecer em uma cadeia a viver com você”. Talvez tenha sido uma profecia.

Três Passos parou para acompanhar o julgamento, seja dentro do fórum ou pela internet, até porque muitos moradores ajudaram a procurar o menino quando acreditava que o mesmo tinha “desaparecido”. Cartazes com o rosto do “guri”, como se fala no Rio Grande do Sul, sorridente foram colados em comércios e postos de saúde da região.

Bernardo está enterrado na cidade de Santa Maria, no mesmo túmulo de sua mãe, Odilaine, morta em 2010 por suicídio. Jussara Uglione, a avó materna, morreu em 2017 sem ver a justiça ser feita. Agora a senhora pode descansar em paz.

BANCADA FEDERAL DO MARANHÃO ANALISA ACORDO ENTRE BRASIL E EUA SOBRE USO DA BASE DE ALCÂNTARA

G1 Maranhão buscou opinião dos deputados federais e senadores do Maranhão sobre o acordo do Governo Federal com os Estados Unidos para o uso comercial do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), situado no município de Alcântara, na região metropolitana de São Luís.

Pelo acordo, os Estados Unidos poderão lançar satélites, foguetes e mísseis do local, mas o território de Alcântara continuará sendo espaço de jurisdição brasileira. O documento está sendo revisado e deverá ser anunciado na visita de Jair Bolsonaro ao presidente Donald Trump, que ocorrerá na próxima terça-feira (19), nos EUA.

Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) — Foto: Reprodução/TV Mirante
Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) — Foto: Reprodução/TV Mirante

Os deputados tendem a ser a favor do acordo, mas alguns possuem ressalvas, como a troca de tecnologia e o impacto nos povos quilombolas de Alcântara. O G1 entrou em contato com todos os deputados federais e senadores do Maranhão. Confira a posição dos parlamentares que responderam até a última atualização dessa reportagem.

Pedro Lucas Fernandes (PTB)

“O acordo do Brasil com o governo americano é um acordo muito importante, um acordo que vai potencializar o Brasil no mercado tecnológico, aeroespacial. Um acordo que trás um investimento de mais de R$ 1,5 bilhão de dólares. É um acordo que vem sendo discutido há mais de 20 anos no Congresso Nacional e que agora tem um fechamento positivo para o Brasil, e lembrando que nós temos que proteger com esse valor significativo as comunidades que vivem em volta de Alcântara, uma região composta com muitos quilombolas e é por isso, que apresentamos o projeto de lei pedindo a criação do Fundo de Amparo aos Quilombolas da região de Alcântara”

Edilázio Júnior (PSD)

“Na verdade eu só acompanhei pela imprensa o acordo e pelo que eu li, já foi praticamente selado faltando apenas alguns detalhes e o presidente deve levar ao Trump agora dia 19 desse mês. Mas pelo que vi e li, é benéfico para o país uma vez que vai garantir a soberania nacional e nós vamos herdar o lucro do uso comercial, já que o uso é estritamente comercial da base de Alcântara. Então esse recurso já vai servir para aumentar as nossas tecnologias e as divergências que haviam a quase 20 anos nessas conversas, parece que conseguiram chegar a um denominador comum, a ser praticamente sanadas no texto original desde 2000. Então, pelo que vi, creio eu, que é benéfico, melhor do que deixar nossa base de Alcântara obsoleta e apenas consumindo recursos da União. Porque não fazer dela algo lucrativo para a União. Então, ao meu ver, é algo benéfico para o nosso estado e para nosso país”

Eduardo Braide (PMN)

“Sou a favor. O acordo, nos termos propostos, mantém a soberania brasileira o que é de extrema importância. Porém, as comunidades alcantarenses devem necessariamente estar incluídas nesse projeto de desenvolvimento, assim como espero que seja concretizada a expansão do CLA para um Centro Espacial Aéreo (CEA), gerando recursos para Alcântara e região por meio do turismo e inovação tecnológica”

Márcio Jerry (PCdoB)

“Propus hoje à bancada federal do Maranhão uma ação conjunta e firme para que possamos garantir a efetivação de um acordo que preserve a soberania nacional, favoreça o desenvolvimento da política aeroespacial e da tecnologia em nosso país e possa se reverter também em benefícios concretos para políticas públicas no Maranhão, muito especialmente em Alcântara”

Bira do Pindaré (PSB)

“Ingressei com um requerimento de convocação imediata de dois ministros, o ministro das Relações Exteriores, o senhor Ernesto Araújo e o ministro de Ciência e Tecnologia, senhor Marcos Pontes. Nós queremos saber em que bases foi estabelecido esse acordo com os americanos, nós temos que lembrar que Alcântara fica no Maranhão, que Alcântara tem uma história, Alcântara tem um povo, sobretudo comunidades quilombolas que foram agredidas nos seus direitos quando houve a implantação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Nós não podemos imaginar e nem aceitar que a política em relação a Alcântara seja continência para a bandeira americana, é por isso que eu peço a convocação dos ministros, eles tem que vir aqui [a tribuna] e esclarecer em que bases foram firmadas esse acordo com o governo americano. Defendemos o CLA, mas queremos que nosso povo seja respeitado”

João Marcelo (MDB)

Eu sou completamente a favor do desenvolvimento da base. No ano passado, eu e outros deputados colocamos uma emenda de bancada de 50 milhões para a base de Alcântara e o governo vai realizar obra de implementos para a modernização da base. Agora quanto ao pacto com os Estados Unidos, é claro que a gente quer a conversa com os EUA, mas o que não pode é eles virem de lá, chupar a manga e deixar o caroço para a gente. Esse é o problema. Usar a base e não deixar tecnologia. Eles tem muito mais recursos que a gente, tem muito mais a contribuir. A gente está cedendo um dos espaços de lançamento de satélite do mundo. A economia de combustível é de 30% e o que interessa para o lançamento é o combustível. Então nós temos uma base maravilhosa. Temos que ver qual é o ganho. Outra coisa, temos que ver a questão social, que é a questão dos quilombolas porque a área é deles. Tem que ter uma recompensa social”

Pastor Gildenemyr (PMN)

“Precisamos aguardar o texto final que está sendo revisado para poder avaliar e compreender quais serão os benefícios concretos desse acordo para o nosso Estado do Maranhão; pois as contrapartidas precisam ser reais para os cidadãos de Alcântara. Mas pelo que foi divulgado pela imprensa, o acordo deve permitir uma troca de conhecimento entre os países. Vamos analisar e, claro, buscar o melhor para o nosso país”

Simplício Araújo (Solidariedade)

“Acredito que sim, o centro possui características muito especiais para a operação e pesquisa e o acordo viabiliza o uso”

Zé Carlos (PT)

“Na condição de deputado federal, jamais aprovarei um cordo que se mostre como uma repetição do Acordo que foi rejeitado em 2000, pelo Congresso Nacional, por ferir a nossa soberania. Não podemos aceitar, por exemplo, cláusulas que transformem a área da Base em um território americano, que impeça o Brasil de qualquer fiscalização sobre as pessoas ou os equipamentos tecnológicos para lá levados pelos americano ou, ainda, cláusulas que determinem como o Brasil deve utilizar os recursos obtidos pela permissão de uso da Base”

Juscelino Filho (DEM)

“Reconhecidamente, os EUA são a maior potência aéreo-espacial e dominam a quase totalidade das atuais tecnologias de lançamento de satélites de variados tipos. Temos muito a aprender com eles, sobretudo se conseguirmos construir um modelo ganha-ganha, para além do simples e restrito viés comercial ou do mero e limitante aproveitamento da vantagem comparativa geográfica que barateia os custos dos lançamentos na plataforma. Embora ainda não se conheça o inteiro teor do acordo (que falaria de manutenção do espaço de jurisdição brasileira), defendo que a parceria precisa ter sólido lastro constitucional e legal (homologado pelo congresso brasileiro), possua salvaguardas institucionais, preserve a soberania, garanta a segurança nacional e sob nenhuma hipótese possa viabilizar qualquer enclave em nosso território. Sobretudo diante da tendência mundial para a chamada guerra espacial, é impositivo que se assegure a predominância da finalidade científica e o desenvolvimento saudável da tecnologia de vanguarda no lançamento de satélites, preservando o uso pacífico do espaço aéreo, um ideal da nossa tradição anti-belicista, uma salvaguarda que evita desconfiança e estresse nas relações com países vizinhos. Para o Maranhão, é desejável que a celebração do acordo com os EUA oportunize a retomada da ideia original de criação do centro espacial do Brasil em Alcântara, a recuperação do atraso logístico e tecnológico (agravado pelo desastre de 15 anos atrás que destruiu partes importantes das instalações do CLA) e os avanços científicos independentes do país, a partir da absorção de experiência prática, da transferência de tecnologia e da emulação de conhecimento. É certo que a intensificação das atividades do Centro de Lançamento de Alcântara trará impactos positivos à economia estadual, provavelmente até na criação de uma extensa cadeia produtiva de suporte logístico. Acreditamos e apostamos que a Universidade Federal do Maranhão será diretamente beneficiada neste acordo com os EUA, em particular na formação de jovens nos cursos de graduação e de pós-graduação em engenharia espacial, um mercado de trabalho de promissor futuro no mundo todo”

Hildo Rocha (MDB)

“Hoje a base de lançamento de Alcântara não tem serventia. Tivemos uma parceria com a Ucrânia desastrosa. Penso que essa parceria com os EUA será benéfica ao Maranhão, desde que o acordo de salvaguarda seja bem desenhado. Os EUA tem tecnologia de ponta e experiência no segmento”

Júnior Marreca Filho (Patriotas)

“Sou completamente à favor. É um acordo muito importante para o Brasil e, em especial, para o Maranhão e para a cidade de Alcântara. O município é o lugar mais bem posicionado, geograficamente, no mundo para o lançamento de foguetes, e isso possibilita um custo mais barato de combustível em até 30% para essa operação a partir da Base de Alcântara. Então, é uma parceria muito importante, além de fomentar a economia na cidade, no estado e no Brasil e, consequentemente, trazer desenvolvimento. Acredito que todos têm a ganhar, pois será benéfico para os dois lados. Inclusive, essa perspectiva de parceria é muito antiga e, logo depois da eleição, já com o novo governo empossado, a Bancada do Maranhão teve uma reunião com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, onde, inclusive, tive a oportunidade de frisar isso com ele, pedindo prioridade nesse trabalho de parceria do Brasil com os Estados Unidos em relação ao uso da Base de Alcântara. E o ministro disse também que era um grande sonho dele idealizar isso, porque nunca havia saído do papel”.

POLÍCIA PRENDE PAI POR OBRIGAR FILHA DE 14 ANOS A SE PROSTITUIR NO MARANHÃO

A Polícia Civil prendeu na cidade de Rosário, a 30 km de São Luís, Valdivan Ferreira de Assunção por ser suspeito de obrigar a própria filha, de 14 anos, a se prostituir para sustentar a própria dependência química. Ele nega o crime.

Vandivan foi preso na manhã desta terça-feira (12) em cumprimento de um mandado de prisão preventiva. Ele estava em um povoado da cidade e teria oferecido grande resistência à prisão.

Segundo a polícia, às vezes por apenas R$ 10, Valdivan obrigava a filha a fazer programa em um povoado de Rosário para que ele pudesse sustentar o vício em crack. Ele foi autuado por crimes de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de vulnerável e depois encaminhado à Unidade Prisional de Ressocialização de Rosário.

MAIS DE 60 MIL MARANHENSES PODEM TER SEUS TÍTULOS CANCELADOS

Quem não votou e/ou não justificou ausência às urnas nas últimas 3 eleições – sendo cada turno considerado uma eleição – terá seu título de eleitor cancelado caso não o regularize procurando um cartório eleitoral até 6 de maio. Para regularizar a situação, além de pagar as multas, o eleitor terá de comparecer a um cartório eleitoral munido de documento oficial com foto, comprovante de residência e título eleitoral, se o possuir. No Maranhão, o total de eleitores nesta condição é de 61 mil 440, sendo que em São Luís, são 15 mil 461.

A relação de títulos passíveis de cancelamento está disponível nos cartórios eleitorais para consulta pelos interessados, mas o eleitor também pode verificar se o seu documento está sujeito ao cancelamento consultando os dados eleitorais no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), basta informar o nome completo e a data de nascimento, ou ligar para a Ouvidoria do TRE-MA pelo 0800 098 5000.

O não comparecimento ao cartório eleitoral para comprovação do exercício do voto, da justificativa de ausência ou do pagamento das multas correspondentes implica o cancelamento automático do título de eleitor após 6 de maio.

Os eleitores no exercício do voto facultativo – menores de 18 anos, maiores de 70 anos – não são identificados nas relações de faltosos.

Consequências

Quem não regularizar a situação do título eleitoral a tempo de evitar o cancelamento do registro poderá ser impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público, e obter certos tipos de empréstimos e inscrição.

A irregularidade também pode gerar dificuldades para investidura e nomeação em concurso público, renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo e obtenção de certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiverem subordinados.

Prazos

A Resolução do TSE nº. 23.594/2018 estabelece os prazos para execução dos procedimentos relativos ao cancelamento dos títulos eleitorais, bem como para a regularização da situação dos eleitores. Os nomes dos eleitores e os números dos respectivos documentos cancelados serão disponibilizados pela Justiça Eleitoral a partir do dia 24 de maio.

GOL DIZ QUE VAI CONTINUAR USANDO BOEING ENVOLVIDO EM ACIDENTE NA ETIÓPIA

A Gol, única companhia aérea brasileira que opera jatos Boeing 737 Max 8, disse que não vai deixar de utilizar a aeronave após a queda de um avião do mesmo modelo matar 157 pessoas na Etiópia, em um voo da Ethiopian Airlines. Foi o segundo acidente em cinco meses com o Boeing 737 Max 8. Em outubro, 189 pessoas morreram na Indonésiaem um voo operado pela Lion Air.

Atualmente, a empresa brasileira tem sete aeronaves do modelo, que operam rotas nacionais e internacionais e é uma das 37 companhias do mundo que utilizam o novo modelo da Boeing. Segundo a empresa brasileira, até 2027, a frota deve contar com 130 modelos do 737 Max 8.

“Segurança é o valor número um da GOL e direciona absolutamente todas as operações e iniciativas da empresa. A GOL segue acompanhando as investigações e mantem contato próximo com a Boeing para esclarecimentos. A companhia reitera a confiança na segurança da sua operação“, disse a empresa em nota, lamentando também o acidente da companhia etíope.

Além da Gol, Aerolineas Argentinas, Aeroméxico e American Airlines são algumas das operadoras do 737 Max 8.

Banido

Após o acidente, China, Indonésia, Etiópia e Ilhas Cayman baniram a operação do 737 Max 8.  A aeronave está em uso comercial há apenas dois anos, desde 2017.

Questionada sobre sanções no Brasil e segurança da aeronave, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não respondeu até a publicação.

Bimotor de corredor único, o Boeing 737 MAX é a versão mais recente do avião comercial mais vendido no mundo. Trata-se da quarta geração do 737 – é destinada a voos curtos e de médio alcance. O primeiro voo é de 2016, e a aeronave começou a ser entregue há dois anos.

COM GOL AOS 46 DO SEGUNDO TEMPO, SANTA QUITÉRIA EMPATA COM PINHEIRO, NO COSTA RODRIGUES

Pinheiro e Santa Quitéria empataram, por 2 a 2, na tarde deste sábado (9), no Costa Rodrigues, em Pinheiro. A partida era atrasada pela sexta rodada da fase classificatória do Campeonato Maranhense. O time da casa abriu 2 a 0, mas o visitante empatou com dois gols depois dos 40 minutos do segundo tempo.

Para o Pinheiro, os gols foram marcados por Paulinho e Juninho Pindaré. Para o Santa Quitéria, fizeram Vitor e Diogo. Paulinho fez aos 46 minutos do primeiro tempo. Aproveitando cobrança de falta pela direita, ele desviou de cabeça para o gol. No segundo tempo, aos 22 minutos, Juninho Pindaré ampliou. Após cobrança de falta de Paquetá, a bola bateu no trave e na sequência, Juninho, sem marcação, chutou para o fundo do gol. O Santa Quitéria diminuiu com Vitor, aos 42 minutos, com um golaço em um chute de fora da área. Por fim, aos 46 minutos, depois de uma jogada perdida pelo Pinheiro, o Santa aproveitou e Diogo marcou um belo gol invadindo a área adversária e chutando na entrada da pequena área.

Com o resultado, o Pinheiro chegou aos oito pontos e perdeu a chance de entrar na zona de classificação. Para conseguir avançar para semifinal, o time terá que vencer seu último jogo na fase classificatória. O Santa Quitéria soma agora dois pontos e ainda corre risco de rebaixamento.

Os times voltam a jogar agora pela sétima rodada. O Pinheiro, novamente no Costa Rodrigues, joga contra o Sampaio, no próximo domingo (17), as 16h. Na quinta-feira (14), às 15h30, O Santa Quitéria joga contra o Cordino, no Pinheirão, em São Mateus.