O PEIDO QUE A CORUJA DEU

17 de dezembro de 2015 0 Por blogh

A cidade foi Pinheiro
Que o caso foi passado
Deu um peido tão danado
Que abalou a cidade
No circo o leão quebrou a grade
Saiu da jaula e correu
O sol desapareceu
A lua deu uma parada
Tudo isso só por causa
Do peido que a CORUJA deu
O vigário padre Antônio
Tava celebrando a missa
Quando sentiu a carniça
Abandonou o altar
Fecharam bodega e bar
A cidade apodreceu
A câmara entendeu
Que havia necessidade
De decretar calamidade
Do peido que a CORUJA deu
O doutor José Aurora
Era o senhor delegado
Ficou tão agoniado
Que correu na mesma hora
Botou os “preso” pra fora
Depois desapareceu
Sargento, cabo e soldado
Quase “morre intoxicado”
Do peido que a CORUJA deu
No hospital Antenor Abreu
O doutor se agoniava
Por toda hora chegava
Carro com gente doente
De atender tanta gente
O doutor adoeceu
A enfermaria encheu
Nem injeção dava jeito
Para cortar o efeito
Do peido que a CORUJA deu
Flores e “planta” murcharam
As lojas também fecharam
No cemitério a coisa foi feia
Aranha largou a teia
Nem difunto o cheiro venceu
Todos de lá “correu”
Saíram tampando o nariz
Era um mau-cheiro infeliz
Do peido que a CORUJA deu
A feira ficou cheia
Com cinco mil “urubu”
Faltou água, faltou luz
A coisa ficou feia
Com cinco léguas e meia
Muita gente adoeceu
Quem era fraco morreu
Era grande o desespero
Mal aguentavam o mau-cheiro
Do peido que a CORUJA deu
Caçaram a CORUJA danada
Para fazer um estudo
Mas ela vendo isso tudo
Saiu numa disparada
Entrou na mata fechada
Nunca mais apareceu
A cidade escureceu
A terra ficou tremendo
“Inda” hoje tá fedendo
Do peido que a CORUJA deu.

Pinheiro fede literalmente, com uma administração que o prefeito só mente.

Pinheiro fede literalmente, com uma administração que o prefeito só mente.