Maranhão ocupa 3º posição no ranking de estados do Brasil com mais focos de incêndios florestais

Maranhão ocupa 3º posição no ranking de estados do Brasil com mais focos de incêndios florestais

3 de agosto de 2022 0 Por blogh

 

 

Em algumas regiões do Brasil, é comum, durante todo o ano, principalmente entre os meses de junho e novembro, o aumento de queimadas e focos de calor. Normalmente as queimadas são realizadas na zona rural para fins de utilização na agricultura e na pecuária, um método rápido e de baixo custo que consiste em renovar áreas de pastagens, redução de lixo, entre outras coisas. No entanto, essa prática pode acarretar em problemas para a natureza e para a saúde humana e ainda, se for realizada próxima à rede elétrica, prejudica o fornecimento de energia.

 

De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de janeiro a meados de julho de 2022, já foram registrados mais de três mil focos de incêndios no Maranhão. Somente no primeiro semestre foram registrados 3.049 casos de queimadas, fazendo com que o Maranhão ocupe a 3º posição no ranking de estados brasileiros com mais focos de incêndios. Fernando Falcão, é a cidade maranhense que mais apresentou princípios de queimadas e está localizada na 10° posição dos municípios brasileiros, com 317 focos somente no primeiro semestre do ano, o que representa 10,4% de sua área. Em seguida, tem-se a cidade de Balsas, com um registro de 276 focos, totalizando 9,1% do seu território e encontra-se na 14° posição do ranking nacional. Logo após, a nível estadual, encontram-se os municípios de Mirador (212 focos), Grajaú (136 focos) e Caxias (134 focos).

 

Esses focos de calor, ao saírem de controle, podem se desenvolver em queimadas ou até mesmo em incêndios florestais. Além de prejudicar a fauna e a flora, poluir o ar, empobrecer do solo, causar problemas de saúde à comunidade, dentre outras coisas, pode também interromper o fornecimento de energia elétrica da região, pois o fogo danifica os cabos elétricos, prejudicando o funcionamento de serviços essenciais, como hospitais, por exemplo.

 

Um levantamento realizado pela Equatorial Maranhão mostra que, no primeiro semestre deste ano, no universo de mais de 3.000 queimadas registradas, 43 ocorrências atingiram a rede elétrica ocasionando falta de energia para alguns clientes do Maranhão. Os municípios de São Luís, Pinheiro, Brejo, Porto Franco e Caxias foram os mais atingidos respectivamente.

 

De acordo com o Executivo de Segurança da Equatorial Maranhão, Jeová Palheta, as queimadas trazem diversos transtornos para a população, sobretudo, impacta diretamente no fornecimento de energia elétrica. “Mesmo que os incêndios ou as chamas não atinjam diretamente os cabos, os incêndios podem provocar curtos-circuitos devido ao efeito arco voltaico, uma grande carga elétrica produzida pelo calor da queimada e campo ionizado em volta dos fios”, reforça.

 

Sendo assim, a Equatorial Maranhão faz um alerta sobre os perigos de realizar queimadas, principalmente se for próxima à rede de energia elétrica. A Distribuidora pontua orientações de como evitá-las e garantir a segurança da população.

 

• Não queime lixos domésticos nas proximidades da rede elétrica;

• Tenha atenção ao descartar fósforos e cigarros acesos às margens de rodovias ou próximo a qualquer tipo de vegetação;

• Não acenda velas nem fogueiras próximas à vegetação mais seca;

• Não faça queimadas para limpar pastagens ou plantio agrícola;

• Procure fazer “aceiros” no terreno, eles ajudam a controlar o fogo em caso de acidentes;

• Opte por realizar roçadas manuais, preferindo o uso de máquinas específicas.

 

Ao presenciar riscos de incêndios próximos da rede elétrica, a Equatorial Maranhão deve ser acionada imediatamente pela central 116. Além disso, quando o fogo estiver atingido uma rede elétrica energizada, as pessoas não devem se aproximar e o Corpo de Bombeiros deve ser chamado urgentemente. Vale lembrar que a prática de queimadas é crime previsto no artigo 41 da Lei de Crimes Ambientais. A pena prevista é de reclusão, de 2 a 4 anos e multa.

 

 

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão