DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO: Isolado, MDB deve perder força nos governos estaduais

No comando da Presidência da República desde 2016, com a ascensão de Michel Temer ao Planalto, o MDB deve perder força nos estados nas eleições deste ano e pode eleger o menor número de governadores de sua história.

Ao todo, o partido terá 11 candidatos a governador — número mais baixo desde 1982. Mas apenas dois deles entram na disputa como favoritos, amparados por grandes alianças: Renan Filho (AL) e Helder Barbalho (PA).

Nos demais estados, os emedebistas enfrentam problemas que passam por gestões mal avaliadas, desgaste por suspeitas de corrupção, brigas internas e isolamento em relação aos demais partidos.

Nomes experimentados como Roseana Sarney (MA) e José Maranhão (PB) também têm dificuldades em compor alianças fortes.

A filha do ex-presidente José Sarney disputa o governo do Maranhão pela quinta vez com apoio de PV, PSD, PSC, mais partidos nanicos. Já seu principal oponente, o governador Flávio Dino (PCdoB) firmou aliança com 16 partidos, numa composição que vai do PT ao DEM.

A oligarquia Sarney vem colhendo inúmeras derrotas, desde da perda de vários partidos, prefeitos e fortes lideranças. E como estratégia de sobrevivência na politica no estado, a então candidata Roseana, retirou o sobrenome “Sarney” para tentar amenizar a altíssima rejeição na corrida eleitoral.

Mini Convenção – A convenção que homologou a candidatura de Roseana e sua chapa puro-sangue com Edison Lobão e Sarney Filho foi um retumbante fracasso. Marcada para começar às 8h, cerca de duas horas depois o pequeno Espaço Renascença ainda estava vazio.

A coordenação do evento então se mobilizou de última hora para tentar encher o local, que tem capacidade para 2500 pessoas, mas, com uma estrutura de palco enorme, não conseguiram colocar mais que 2 mil. Todos que acompanharam o ato se sentiram retrocedendo 20 anos no tempo, tamanho o atraso que o clã Sarney representa para o Maranhão.

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